segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

- Entre o Bem e o Mal -

É inevitável que apareçam pessoas NEGATIVAS em nosso caminho.
EIS o meu pensamento a respeito dessas pessoas:
Há pessoas do MAL sim.
Pessoas do MAL e pessoas do BEM.
Precisamos atentar para o fato de que muitas das pessoas do MAL nem imaginam que são assim e vão vivendo entre os outros espalhando a semente do que é mal.
PRECISAMOS ESTAR ATENTOS pois esta percepção deve primeiramente ser de CADA UM e assim CADA UM pode SELECIONAR suas companhias, seus amigos.
FIQUE ALERTA PORTANTO.
Sejamos sempre POSITIVOS valorizando o BEM e evoluindo assim para o melhor.
Diante das pessoas do MAL, devemos lhes dar as mãos e apontar para elas o BEM.
PORÉM, diante da sua insistência com o MAL, DEVEMOS (e isso é o correto a ser feito) SEGUIR NOSSO CAMINHO em direção ao positivo.
Façamos a nossa parte SIM, mas diante da insistência do MAL, DEVEMOS deixar essas pessoas pelo caminho e seguir ADIANTE pois o objetivo de todos nós é a EVOLUÇÃO PARA O TUDO MELHOR.
Os que ainda NÃO aprenderam e não querem aprender esta VERDADE agora, UM DIA TERÃO QUE APRENDER.
Até esse dia, estes permanecerão CEGOS para a luz.
Façamos SIM a nossa parte, MAS para os negativos REINCIDENTES, as nossas armas são o desprezo e a indiferença.
Então USE-AS.



Doug
Nada Como Viver!!!
07 de Dezembro 2015

segunda-feira, 25 de maio de 2015

- Casamento de Preta Gil... Quem Pagou??? -

Estou vivendo um fase da minha vida única!!!
Embora eu já venho dividindo o mesmo teto com o amor a minha vida, falta pouco para oficializarmos de vez o nosso casamento.

Hoje, vindo embora pra casa, caminhando e escutando música, eis que começou a tocar em minha Play List uma música antiga de Gilberto Gil e não sei se é por causa desse momento de casório que venho vivendo que liguei a música ao casamento da Preta Gil e ai... um turbilhão de coisas parou sobre minha mente...

Não existem palavras na língua portuguesa para descrever o casamento de Preta Gil. Precisaríamos da precisão zombeteira de Oscar Wilde. Da capacidade de indignação de Eduardo Galeano. Da compreensão do subdesenvolvimento de V.S. Naipaul. Do ouvido apurado e brutal de um Norman Mailer.

Sem um milésimo do talento de nenhum deles, resta focar nos fundamentos do jornalismo: siga o dinheiro.

Quem pagou pelo vestido com trocentas pérolas? A festa para 700 convidados? Os 35 seguranças, os 14 lustres com cristais baccarat, milhares de flores, whisky e champagne? O aluguel da Igreja Nossa Senhora do Carmo, a mais fina da cidade? A descrição é indescritível: “o grande movimento de carros nas ruas estreitas de Santa Teresa causou um nó no trânsito, já que os convidados param em frente à casa para entrar no evento. Alguns ônibus não conseguiram passar e passageiros desceram a rua a pé reclamando.”

Sabemos quem não pagou: o noivo, personal trainer. E sabemos o que não pagou: a carreira de Preta Gil. Vamos ser sinceros: Uma coisa ou outra da carreira dela que salva. Grava discos que ninguém compra, faz shows que ninguém assiste, não emplaca em mídia nenhuma. É a eterna candidata a celebridade. Jamais decolou ou decolará. Pode andar 50 quilômetros por qualquer grande cidade brasileira e não será reconhecida. Resta a figuração boba-da-corte em programas de TV estrelados e dirigidos por seus amigos.

Também sabemos que o casamento não foi pago por seu reality show na internet, “Preta Vai Casar”. A média de audiência de cada vídeo foi perto de 100 mil visualizações. O valor de mil visualizações no YouTube é quase R$ 10,00. Donde que cada vídeo desses vale, no mercado de internet, uns mil reais. Não paga o bolo.

Talvez papai e mamãe, Gil e Flora, empresária do cantor? Espetáculos de desperdício como esse não são raros. Os ricos do Brasil festejam como se o mundo fosse acabar amanhã. Casamento de filha é oportunidade única para se exibir. A nova onda entre os muito ricos é promover festa de debutante para as filhas em Nova York ou Miami. Soube de um banqueiro que tem problemas com a filha adolescente, porque seu helicóptero é o mais simplezinho entre os pais de suas colegas de classe. E por aí vamos.

Mas esse não é só o casamento da filha de um homem rico, de um ex-ministro. É uma reunião de algumas das pessoas mais famosas do Brasil. Algumas muito amadas pelo povão. Outras sem fama, mas perfeitas ilustrações do que é feito o nosso país. Desconhecia o casal Amora Mautner e Arnon Collor de Mello. Ela é filha de Jorge Mautner, ele de Fernando Collor. A poesia alternativa, a tirania alagoense, é tudo a mesma coisa. A arte no Brasil sempre acaba em farsa.

Como se fala sobre reuniões de empresários, “estava lá todo o PIB”. No casamento de Preta Gil estava lá boa parte do PIB cultural brasileiro. Gente que vive “na mídia” e da mídia. No Brasil o capital que importa é a proximidade do poder - midiático, financeiro, e em última instância, estatal.

Por isso é que o Rio continua sendo nossa verdadeira capital. Brasília é um arrabalde aberto de terça a quinta. São Paulo amanhece trabalhando. O Rio é o lugar da fama e do poder. Do dinheiro público, que move as engrenagens da fama e do poder. Ninguém nas nossas artes personifica esta proximidade proveitosa do poder tão bem quanto Gilberto Gil. Conforme sua carreira decaía, se transmutou em ongueiro, político, ministro.

Neste Brasil sem água nem esgoto, homicida, burro, febril de dengue, existe um instrumento perfeitamente legal para artistas tomarem o dinheiro dos impostos e botarem nos próprios bolsos. São as leis de incentivo à cultura. Através delas, empresas deixam de pagar imposto, pegam esse dinheiro e financiam atividades culturais.

Quais empresas? As grandes, e se forem estatais, Petrobras etc., melhor ainda, que fica tudo em casa. Quais atividades culturais? Qualquer uma que o Ministério da Cultura aprovar para “captação”. Gil foi o ministro anos; seu secretário-executivo, Juca Ferreira, é o atual. Pintou uma graninha boa para o próprio Gil, assim que deixou o ministério, claro.

Sob eles, milhões e milhões de reais foram “investidos” pelas empresas amigas nos negócios dos chegados. Porque são isso, negócios, certo? Quando você embolsa dinheiro público para bancar seu show, seu DVD, sua exposição, sua turnê, está fazendo um negócio, e ótimo, porque é sem risco. Se ninguém aparecer para assistir ao filme que você produziu, dane-se, você já ganhou o seu. É o que acontece com 90% dos filmes bancados via lei de incentivo. É uma excrescência e uma propina disfarçada. Compra a cumplicidade da classe artística, que a vende baratinho.

É tentador chamar o casamento de Preta Gil de Baile da Ilha Fiscal. Para os que não conhecem nossa história: foi uma festança perdulária que aconteceu numa ilhota na baía da Guanabara, promovida pelo Império, a última antes da proclamação da República. É fato que o festerê de fazer “cultura” e encher o cofre com dinheiro do contribuinte vai diminuir esse ano.

As verbas de marketing das empresas minguarão em 2015. Temos recessão, desemprego e juros altos, e há de piorar. Lá no Planalto os cofres também secaram. O plano do nosso governo para combater a recessão é aprofundá-la, promovendo um arrocho bilionário, que, triste informar, mal começou.

Então vai ter menos dinheiro nosso correndo para as contas dos convivas do banquete. Ou um pouco menos. Mas não desperdice lágrimas com os ricos e famosos. Quem tem dinheiro no banco verá ele se multiplicar em 2015 como nunca vimos no Brasil, pátria dos juros mais altos do planeta.

Quem é chegado dos poderosos sempre garante suas bocadas. Juca Ferreira está lá no Ministério para garantir que o que tiver de verba, vá para as mãos “certas”. O casamento de Preta pode durar para sempre ou acabar semana que vem, que é o que acontece frequentemente com esses enlaces espetaculosos. O descaramento é para sempre.

Não nos faltam só palavras para descrever o que foi esse casamento de Preta Gil. Nos faltam também escritores. Cadê coragem para encrespar com a filha de Gil, eterno ministro e amigo dos amigos? Nossos autores vivem de cachêzinho em seminário patrocinado pelo governo, de edital do governo, de vender livros para o governo. Não ouvirás questionamento a Gil e companhia por parte dos nossos literatos. Precisaríamos de uma versão tupi de Gore Vidal, um bem-nascido que se especializou em cuspir no próprio berço. Ou Louis Auchincloss, advogado, dinheiro velho, que passou a vida escrevendo sobre dinheiro - e como ele nunca sai das mesmas mãos.

Não temos nada parecido. Pena. Precisamos muito de alguém com o talento e a coragem para tranformar em literatura a seguinte notícia, de dezembro de 2014, semanas antes de Juca Ferreira voltar ao ministério: "o Ministério da Cultura autorizou a captação de R$ 6,5 milhões de reais para a peça Gilberto Gil, o Musical. O valor prevê seis meses de apresentação em São Paulo e seis meses no Rio."

Doug
Nada como Viver!!!
25 de maio de 2015

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

- Amigos e Amigos -



Todo mundo tem aquele amigo que conheceu no clube, na escola, na festa, na igreja, na saidinha com outro amigo, no acampamento, na internet, na viagem...

Tem aquele amigo de infância, aquele que já foi o seu melhor amigo e hoje, quase não tem contato.

Tem o que é amigo desde sempre e pra sempre.

Tem amigo que por algum motivo, hoje não é mais amigo.

Tem o que simplesmente para de falar e hoje nem se conhecem mais.

Tem aquele que nunca vai te abandonar e que enfrenta tudo com você.

Tem aquele que sabe todos os seus segredos.

Tem o que já aprontou todas com você.

Tema aquele que só te dá trabalho.

Existe aquele amigo palhaço.. O melhor de todos

O amigo que mora longe, mas esta sempre perto.

Tem aquele que você só vê nas férias.

Aquele que você vê todos os dias.

O que vivi te irritando, porque te ama muito.

Aquele que briga, briga, mas não vive sem você.

Aquele que te ajuda nas provas do dia-dia.

O que você conversa as vezes...

Aquele que você só conhece pela net.

Aquele que dá os melhores conselhos do mundo.

O que se encaixa em quase todos os tipos de amigos citados...

Tem também aqueles que você sente falta da amizade, das conversas jogadas fora, das brincadeiras...

Aqueles que você perdeu na estrada da vida, mas que um dia e fez feliz.

Tem aquele que você tem raiva, ou simplesmente não são mais amigos, mas que um dia já te tirou o seu sorriso.

Sabe, a gente nunca sabe o dia de amanhã... Então eu agradeço a DEUS hoje por cada uma dessas pessoas.

Não deixe pra amanhã pra dizer à alguém que é especial pra você, pra pedir perdão e perdoar, pra dizer que está com saudade, ou pra dizer que é o melhor amigo do mundo, afinal, amanhã pode não dá mais tempo.

#FicaDica

Doug
Nada Como Viver!!!
8 de Dezembro de 2014

domingo, 9 de novembro de 2014

- Por um Mundo sem Armários -

Pegando um gancho no último texto que acabei de publicar, me veio essa vontade de escrever sobre a realidade de hoje nas novelas globais...

Personagens homossexuais estão cada vez mais presentes na novelas. Já não estamos mais no tempo em que lésbicas tinham de ser banidas dos folhetins, como ocorreu em Torre de Babel (1998) com o casal de mulheres morto em explosão de shopping por conta da rejeição do público. E nem no tempo em que a questão central dos gays se relaciona com a própria aceitação da sexualidade.

As novelas de hoje contam com protagonistas homossexuais e bissexuais, que se beijam, se casam, vivem dilemas familiares e pessoais como os de quaisquer outros personagens. É assim que tem que ser, porque ser gay e lésbica, é um mero detalhe da vida de uma pessoa, como gostar de ir ao cinema, de comida japonesa, ser branco, ser engenheiro...

Mas ainda estamos longe do tempo em que o preconceito e a discriminação sexual tenha acabado, e, por isso a luta pela criminalização da homofobia é central na agenda política.

Acontece que trazer personagens homossexuais para as novelas, que estão no dia a dia das pessoas, contribui em alguma medida para o reconhecimento de que a sexualidade é um mero detalhe da vida e de que a luta dos movimentos LGBT é legitima.

A novela atual da Globo, IMPÉRIO, tem dado sua contribuição ao denunciar o preconceito e a homofobia. Já contamos com o caso de Cláudio (José Mayer), a sua bissexualidade e a sua família. Essa semana foi a vez do Leonardo (Klebber Toledo), o ex-amante de Cláudio, passar por maus bocados. Ele foi trabalhar de animador numa festa e criança e quando foi reconhecido através de uma foto publicado no blog de um outro personagem gay, foi expulso pela mãe do aniversariante. A alegação: "Um gayzinho pode ser péssima influencia para as crianças, pode ser um pedófilo". O rapaz na cena, ficou arrasado.
É claro que pessoas como a dona da festa estão por todo lado no nosso muno real, mas tenho certeza de que sua atitude foi desaprovada pelo público que assistiu o capítulo e sensibilizou com a dor de Leonardo.

Eu sonho com o tempo em que os gays ganharão espaço em todos os programas de TV e lugares sociais, que gozaram de todos os direitos civis e que serão resguardados legalmente quado violentados, assim como qualquer outro ser humano.

Doug
Nada Como Viver!!!
09 de novembro de 2014

- A Copa é dos Mineiros -


Essa foto, de autoridade desconhecida, vem circulando pela internet como protesto contra o preconceito e a violência no futebol.
Agora que os dois grandes rivais mineiros decidiram a Copa do Brasil, a imagem é uma convocação ao respeito, à paz e à confraternização entre as torcidas.
As camisas dos clubes, vestem acima de tudo, seres humanos.
Que a estupides e ignorância não separe aquilo que o esporte é capaz de unir.

Doug
Nada como Viver!!!
09 de Novembro de 2014

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

- 10 Verdades que Você Precisa Saber sobre o Mundo Gay -



1) -> Gays não optam por ser gays.
Vamos começar desfazendo um mal-entendido.
Compreenda a homossexualidade como condição, não como opção.
Acredite, ninguém vira gay.
Ser gay não é uma escolha. A única opção que alguém pode fazer, neste caso, é aceitar ou não a sua natureza.
Ainda assim, a aceitação é um processo bastante complicado, que, apesar de determinante para a felicidade do homossexual e das pessoas que o cercam, não depende só dele.

2) -> Se não houvesse preconceito, não haveria armários.
Gays convivem desde a infância com a rejeição e a associação da homossexualidade ao sentimento de vergonha, em maior ou menor escala, nos mais diversos ambientes. Uns aprendem a passar por cima disso, outros não.
Antes de criticar alguém por não se assumir, entenda que você pode ser parte do que faz com que essa pessoa se mantenha assim.
Ninguém assume um papel do qual não se orgulha.
Se acha isso ruim, ajude a mudar essa situação com compreensão e respeito.

04) -> A repressão a uma criança gay pode ser a receita para uma tragédia. Acredite!
Quando discursos como os de Jair Bolsonaro e Marco Feliciano, que defendem a “família” e os “bons costumes”, são valorizados por uma parcela crescente da sociedade, uma ameaça perigosa ganha força.
Mais que bastante questionáveis, posturas assim são agentes legitimadores da violência em todas as suas variações. Entenda:
Uma criança que nasce gay e cresce no seio de uma família repressora tem, basicamente, três destinos predeterminados na vida: 1. aceitar a sua condição e ser feliz, geralmente longe dos parentes; 2. cometer suicídio, ou 3. absorver esses valores, crescer rejeitando a sua sexualidade, formar uma família heterossexual e manter relações extraconjugais com pessoas do mesmo sexo.
Saber que as alternativas 2 e 3 são assustadoramente comuns basta para chegarmos à conclusão de que alguma coisa está errada.
O discurso da família e dos bons costumes pode convencer muita gente, mas, da maneira como é passado adiante, serve de base para uma série de tragédias pessoais que interrompem e afetam gravemente o curso de histórias que poderiam ter um fim muito diferente.
A homossexualidade não tem qualquer relação com a pedofilia.
É muito comum que as pessoas associem a homossexualidade à prática da pedofilia. Por favor, não. Uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra. A pedofilia é um desvio sexual que pode acometer pessoas de qualquer sexo.
Seus filhos não correm mais risco ao serem deixados sozinhos com um gay do que com um heterossexual. A pedofilia é uma questão independente da condição de cada um. Pior: muitas vezes a violência está dentro de casa e vem de quem menos se espera.

05) -> Gays não querem necessariamente ser, agir ou se vestir como o sexo oposto.
Sexualidade e identidade de gênero não devem ser encarados como conceitos engessados, mas é preciso compreender que existem diversas tendências de comportamento e que a palavra gay não dá conta de todas elas.
A homossexualidade pode ou não estar associada à transgeneridade, à transexualidade etc., o que significa que, não, um gay não vai necessariamente se transformar aos poucos numa figura que se apresenta à sociedade como a do sexo oposto.
Não existe uma “evolução” gradativa da homossexualidade (o que desmonta a teoria de Jair Bolsonaro, que diz que falta pouco para que rapazes cheguem em casa com unhas pintadas e batom, pois já usam brincos). A questão da identidade de gênero é uma necessidade maior, inerente a cada indivíduo. Naturalizar e respeitar essa necessidade não vai incentivar que as pessoas adotem esse comportamento do nada, do zero. Vai, sim, permitir a quem já tem essa necessidade a possibilidade de expressar a sua natureza com orgulho e dignidade.
E se esta for a vontade de alguém próximo, qual é o problema? Tem dúvidas sobre como agir? Procure uma ajuda profissional(psicólogos).

06 -> Você convive todos os dias com pessoas que admira e que talvez não desconfie que sejam gays.
Certa vez conheci uma senhora, a dona Ana, com quem conversei por algum tempo num trajeto qualquer de ônibus. Eu a ajudei a passar com uma bolsa pesada pela roleta e me sentei próximo dela ao longo da viagem.
Gosto de ouvir histórias e costumo dedicar mais atenção do que as pessoas esperam ao que elas têm a me contar. Conheci alguns detalhes da vida da dona Ana, contei algo da minha rotina e lá estávamos nós em mais um desses esbarrões inesperados que nos brindam com um pouco mais de humanidade em meio à correria mecanizada e antipática do dia a dia.
Até que, pouco antes de fazer sinal para descer no ponto seguinte, a dona Ana resolveu me elogiar. Para ela, eu era “um rapaz à moda antiga, educado e atencioso como há muito não se vê, bem diferente dessa juventude cheia de coisas erradas que faz do mundo algo cada dia pior”. E aí ela fez referências a jovens drogados, mimados, acomodados… e aos homossexuais.
Talvez ela tivesse repensado essa opinião se pudéssemos ter conversado por mais alguns minutos. Não deu. Então, penso: quer dizer que a questão da sexualidade faria todos os elogios caírem por terra? Talvez não, mas, assim como me pareceu ser com a dona Ana, muita gente não consegue conceber a ideia de que um gay possa ser uma pessoa com boas qualidades.
Admire as pessoas pelo que elas são, não pela sua sexualidade.


07) -> Promiscuidade, drogas e doenças não definem e não são exclusividades do mundo gay.
Muitos pais relatam que aceitam a homossexualidade dos filhos, mas têm medo que eles sejam influenciados a experimentar drogas ou adotar um comportamento promíscuo.
Se você tem filhos, essa preocupação não deveria depender da condição sexual deles. O conceito amedrontador de um pretenso grupo de risco, teoricamente mais exposto a determinados problemas, dá lugar, hoje, à ideia de conduta de risco. Sejamos hétero ou homossexuais, não estamos a salvo de qualquer coisa e não devemos estigmatizar as pessoas.


08) -> Casais gays em novelas não são uma “incitação à homossexualidade” e nem mesmo serão capazes de influenciar seus filhos a serem gays.
Todo produto cultural tem uma função social. Você pode achar as novelas da Globo um lixo, mas não pode negar que, bem ou mal, elas são fonte de diversos debates e ajudam, consequentemente, a construir parte da identidade nacional.
Precisamos começar a consumir esses produtos com mais senso crítico. Se um enredo nos apresenta a uma neta que bate nos avós, ele não quer ensinar que netos devem bater em avós. A intenção do autor é exatamente o contrário: mostrar quão abominável é bater nos avós.
A presença cada vez mais frequente de gays na TV não quer (nem seria capaz de) influenciar qualquer pessoa a se tornar gay, mas ajudar a naturalizar uma realidade que precisa ser tolerada pela sociedade. Pode influenciar, no máximo, um gay que se esconde de si e dos outros a ter mais orgulho de quem é, diferentemente do que tantas pessoas o fizeram crer ao longo da vida. E não, isso não é ruim.
Já a exploração de estereótipos exagerados e que nem sempre representam a comunidade gay com o respeito que deveriam é papo para outro momento.

09) -> Os gays não querem privilégios, querem igualdade de direitos.
Em 2013, um homossexual foi assassinado a cada 28 horas no Brasil. Criminalizar a homofobia é preciso, entre outros motivos, porque o nosso país é recordista mundial em crimes motivados especificamente por ódio à população LGBT. Uma lei que favoreça essas pessoas pode reduzir a impunidade e ajudar a tirar o país desse vergonhoso ranking.
O casamento civil igualitário, por sua vez, dá aos casais homossexuais, que são mais uma entre as diversas novas concepções de família, todas dignas de respeito, os direitos que casais héteros têm desde sempre. Por que o tratamento deveria ser diferente? Por que se opor, por exemplo, à adoção, por parte de casais gays, de órfãos e crianças abandonadas? Isso não ameaça a família tradicional.


10 -> Os gays não querem dominar o mundo nem converter você ou os seus filhos.
Não absorva a causa gay como uma imposição de valores. Ela é uma luta por respeito e igualdade. Nenhum homossexual em sã consciência quer varrer o mundo com uma tsunami gay. Termos como “ditadura gayzista” e “heterofobia” não fazem sentido simplesmente porque a causa gay não pretende (nem é capaz de) impor qualquer comportamento ou “destruir a família”. Você acha que vai se tornar gay depois que o casamento civil igualitário e a criminalização da homofobia se tornarem realidade? Eu respondo por você: não, ninguém vai. E mais: preservar e incentivar a tolerância e o amor que existem nas crianças não é capaz de “convertê-las” à homossexualidade. Nada será capaz disso se elas não forem homossexuais. É básico.
Entenda, ainda, que o que se diz deixa de ser opinião e se torna um discurso de ódio a partir do momento em que fere os direitos de outra pessoa e incita a violência. “Enfrentar a minoria” e “tratar os homossexuais longe daqui”, como propôs o ex-candidato à presidência Levy Fidelix em rede nacional, é, mais que uma postura absurda, uma legitimação à intolerância que fere gravemente a dignidade de centenas de milhares de pessoas e leva a casos como este:

Confundidos com casal gay, pai e filho são espancados em São Paulo

Em tempos de Levy Fidelix, Jair Bolsonaro, Marco Feliciano e tantos outros representantes da intolerância que reverberam ideias erradas a respeito de uma causa que simplesmente desconhecem, é importante que as pessoas se posicionem e mostrem que há discursos equivocados legitimando preconceitos e atitudes que não deveriam existir. Obrigado por chegar até aqui.


Doug
Nada Como Viver!!!
31 e outubro de 2014

terça-feira, 23 de setembro de 2014

-Foca Dourada-

Esta semana assisti a um filme que me fez pensar na minha infância e na da maioria das pessoas. O filme chamava-se "Foca Dourada" e se referia à história de uma família que vivia em uma ilha longe de tudo que fizesse menção à palavra civilização, isolaram-se do mundo por dificuldade de convivência.

De tempos em tempos, iam até a cidade na busca de alimentos que trocavam por salmão que haviam pescado. A cada ida à cidade tinham a confirmação que deviam viver isolados. A forma de viver das pessoas não condizia com seus princípios de vida, pois estas falavam determinadas coisas e agiam de maneira diferente.

Este casal tinha um filho e ali eram passados comportamentos rígidos do tipo: aqui só se mata o que se come; não há possibilidade de fazer mal a nenhum ser indefeso; o ser humano é no universo a criatura mais importante e merece atenção e respeito e acima de tudo muito amor. E assim viviam com suas lições diárias, onde o filho aprendia e tinha o pai como um herói, mas...
Tem sempre um mas... ali havia também um segredo por trás de toda aquela pregação e eis, então, a primeira marca que iria ser deixada na vida do filho.

O real motivo de morarem em tal ilha era a busca por uma "foca dourada" porque a pele valia muito. Matar esta foca e vender sua pele poderia representar uma vida segura para sempre.

Em um dia de tempestade, o filho se perde, pois uma ponte, a qual fazia uma ligação com uma parte de rochedos, rompe-se e o filho tentando outros caminhos não consegue voltar para casa. O casal se desespera durante toda a noite e, no dia seguinte, sai à procura do filho. O menino havia naquela noite terrível se abrigado em uma caverna e encontrado a tal "foca dourada" que a seu lado tivera um filhote.
No dia seguinte, o filho tenta ir em busca da família e já no encontro com os pais descreve entusiasmado o que ocorrera naquela noite. O pai olha para mãe que também sabia do segredo da busca pela "foca dourada" e pede ao filho que lhe mostre onde está a tal foca de pele dourada raríssima. Chegando ao local, o pai logo pega a arma para matar o animal; o filho desesperado impede o pai de matar o bicho e, em segundos, questiona tudo que o pai havia lhe ensinado. Você está indo contra tudo que me ensinou... que referência de vida posso ter? Você me disse que nunca poderíamos matar o que não fôssemos comer e você vai matá-la para fazer dinheiro. O pai espantado olha para o filho e lhe pergunta como ele sabia que a foca poderia render dinheiro. Ele responde, então, que ouvira comentarem na cidade e que conhecia toda a história da "foca dourada", mas que tinha certeza que, por tudo que havia aprendido, o pai agiria de maneira diferente.
No final, o pai acaba junto com o filho protegendo o animal do ataque de outros caçadores, mas quase que aqui se instalou uma marca na vida do filho, caso o pai tivesse matado o animal.

A grande maioria dos problemas de relacionamentos é provocada pelos sentimentos e pelos pensamentos ocultos em nosso subconsciente. Esses pensamentos e sentimentos não resolvidos provocam conflitos em sua vida e estes não permitem que você tenha um relacionamento saudável com outra pessoa. Todas as situações de rejeição, abandono, de dissonância entre verbo e ação, de objetivos não claramente definidos, precisam ser trazidos à luz da consciência. Em outras palavras, é necessário que você cure e elimine as marcas que a vida lhe deixou. Somente assim poderá tornar-se um ser pleno.

Essas marcas que a vida lhe deixou, ou bloqueios, como energeticamente chamamos, quando encarados, perdem a força. Mas, enquanto a pessoa está inconsciente da sua existência, eles detêm o controle e forçam a agir sob a sua influência, mesmo que ela não saiba o que está fazendo e por que. Neste exato momento de não reconhecimento, a negatividade se instala em sua vida, pois passa a crer que o problema é você!

Se neste momento, você se sente só ou em um relacionamento em conflito, tenha absoluta certeza que existe alguma marca em sua vida precisando ser eliminada para que você energeticamente passe a atrair pessoas e situações que possam lhe trazer alegria e felicidade.

A Radiestesia pela utilização da Mesa Radiônica proporciona a eliminação energética de tais marcas e, por meio dela, aprendemos a vibrar pelo que de fato desejamos, criando egrégora positiva para nossa vida.
Sempre que você se sentir triste pelo comportamento de alguém, tenha absoluta certeza que existe alguma marca ou bloqueio em você que precisa ser eliminado.

Este filme me fez pensar no que recebemos em nossa infância, porque, na grande maioria dos casos, as crianças muito raramente recebem suficiente amor maduro e bondade. Elas continuam a ansiar por ele durante toda a vida, choram de maneira inconsciente pelo que não tiveram na infância.
Muitas das situações repetitivas que vivemos no campo afetivo se traduzem na tentativa de reproduzir situações da infância e tentar corrigi-las.

Quando dois seres inteiros e maduros se encontram promovem uma fusão Divina, onde a satisfação, o êxtase e a felicidade se concretizam, criando novos valores e acima de tudo um crescimento espiritual pleno, onde não há espaço para o sofrimento.

#Reflita

Doug
Nada Como Viver!!!
23 de Setembro de 2014